Agronegócio

Custos preocupam, mas preços da carne suína se sustentam no Brasil

O ambiente de negócios apresentou boa fluidez no país no decorrer da semana para a carne suína, com frigoríficos mais atuantes nas tratativas envolvendo animais para abate, ajustando estoques, após o avanço da reposição entre atacado e varejo. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia

“Contudo, apesar das altas do vivo, há grande apreensão por parte dos granjeiros, uma vez que os custos seguem altos mantendo as margens da atividade deterioradas. O milho permanece firme no país devido a postura retraída dos produtores na fixação de ofertas”, alerta o analista.

Segundo Maia, o escoamento da carne tende a se mostrar mais arrastado no decorrer da segunda quinzena, com famílias menos capitalizadas.

Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou os dados do setor de carnes em nível global. O foco do relatório são os números da suinocultura chinesa.

Segundo SAFRAS & Mercado, o primeiro ponto é que o USDA não divulgou projeções para 2022. Ou seja, segue a incógnita em relação ao rebanho de matrizes da China. As projeções para 2022 ficaram para o relatório de 12 de outubro.

Em relação ao relatório de abril, o USDA aumentou o número de demanda acima do incremento de produção. Assim, é esperado um alto volume de importações por parte da China este ano. Para a produção chinesa de carne suína, o USDA estima agora 43,75 milhões de toneladas, o que representa avanço de 20,39% em relação às 36,34 milhões de toneladas de 2020.

Para as importações de carne suína pela China, o USDA indicou 5 milhões de toneladas (acima das 4,85 milhões de toneladas indicadas em abril). O rebanho inicial de matrizes suínas em 2021 na China foi mantido em 38,5 milhões de cabeças. A previsão para o início de 2022 deve ser divulgado em outubro.

O rebanho final de 2021 foi estimado em 410 milhões de cabeças, abaixo das 420 milhões indicadas em abril. Mostrando que o processo de recomposição seguirá em curso no ano que vem. No final de 2017, período anterior a peste suína africana o rebanho era de 441,59 milhões de cabeças.

Para os abates, a previsão para 2021 ficou em 550 milhões de cabeças, acima das 520 milhões de cabeças indicadas no relatório de abril. O avanço dos abates pode ser resultado da maior participação dos granjeiros no mercado, por conta do alto custo, prejuízos e temores com a peste suína africana (PSA). Como resultado, os preços da cadeia suinícola desabaram na China podendo resultar em menor ímpeto importador pela China no curto prazo.



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