UPA de Itapeva em caos, falta de estrutura e atendimento precário ameaçam saúde pública
Pacientes enfrentam horas de espera, condições insalubres e falta de profissionais,
enquanto prefeito Mário Tassinari é criticado pela gestão ineficaz da saúde
A crise na saúde pública de Itapeva atingiu um novo patamar de gravidade, conforme relato angustiante de uma mãe que levou seu filho, João Pedro, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. João Pedro, após um dia de trabalho, apresentou febre alta de 40 graus, e a busca por atendimento médico expôs a situação calamitosa da unidade. O depoimento da mãe revela um cenário alarmante de falta de estrutura, insuficiência de profissionais e atendimento precário, que exige uma ação imediata das autoridades.
A mãe de João Pedro chegou à UPA às 16h30 e só conseguiu retornar para casa às 2h da manhã. Esse extenso período de espera é apenas um dos inúmeros problemas enfrentados pelos usuários da UPA. A área destinada à medicação e administração de soro é descrita como um verdadeiro caos. Pacientes de todas as idades, incluindo crianças, idosos e adultos, são obrigados a esperar por horas, muitas vezes sentados no chão devido à falta de cadeiras e poltronas adequadas. "Era gente demais, uma quantidade absurda de pessoas esperando para tomar injeção ou soro, e apenas duas ou três enfermeiras para atender a todos", relatou a mãe.
O relato da mãe vai além ao descrever a situação dentro da unidade. Pacientes que recebem soro são frequentemente deixados sem supervisão, com o soro seco nos braços, por até duas horas. "Vi pessoas esperando o soro ser retirado com o braço já cheio de sangue no caninho, e as enfermeiras simplesmente não apareciam para finalizar o procedimento e liberar o lugar para outros pacientes. É uma situação desumana e humilhante", ela desabafou.
A indignação dos pacientes não se limita às longas esperas e ao atendimento precário. Há também relatos de condições insalubres e falta de higiene, agravando ainda mais a crise. Pacientes são forçados a permanecer em ambientes inadequados, com crianças no colo e muitos em pé, aguardando atendimento. A falta de recursos e de uma gestão eficiente é evidente, e a situação está levando muitos ao limite da exasperação.
"Eu tive que gritar com a enfermeira para que ela retirasse o soro do braço do meu filho, que estava lá, cheio de sangue. A situação é de completo descaso. As pessoas precisam de uma solução imediata. Não podemos continuar desse jeito", afirmou a mãe.
As críticas se voltam diretamente para o prefeito Mário Tassinari, que está sendo responsabilizado pela gestão ineficaz da saúde pública no município. A população pede que ele tome medidas urgentes para resolver os problemas na UPA e garantir um atendimento digno e eficiente. A falta de planejamento e de investimento na saúde pública tem consequências devastadoras, e a situação relatada pela mãe de João Pedro é um exemplo claro disso.
Os cidadãos de Itapeva exigem respostas e ações imediatas para reverter esse quadro. O direito à saúde é fundamental, e a situação atual na UPA viola esse direito de forma inaceitável. A gestão do prefeito Mário Tassinari precisa demonstrar compromisso com a população, investindo em infraestrutura, contratando mais profissionais e garantindo condições adequadas de atendimento.
Os relatos como o da mãe de João Pedro são um alerta para as autoridades e para a sociedade. A situação na UPA de Itapeva é um reflexo de problemas estruturais que precisam ser enfrentados com urgência. A saúde pública não pode ser negligenciada, e cabe aos gestores tomarem as medidas necessárias para assegurar que todos tenham acesso a um atendimento digno e eficiente.
A população de Itapeva clama por mudanças, e espera que o prefeito Mário Tassinari e sua equipe de gestão da saúde respondam a essa demanda com a seriedade e o compromisso que a situação exige. A saúde é um direito de todos, e é dever do poder público garantir que esse direito seja respeitado.

Deixe um comentário