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Guardas Municipais de Itapeva denunciam Secretário por negligência na renovação de porte de armas

Desde 21 de Maio, 59 Guardas estão desarmados, sem respostas do Comandante ou do Secretário

Em Itapeva, uma situação alarmante envolvendo a Guarda Municipal está gerando indignação e preocupação entre os agentes e a população. Desde o dia 21 de maio, 59 guardas municipais estão desarmados devido à negligência na renovação de seus portes de armas. A situação se agravou após a constatação de que a renovação realizada pelo comandante da corporação não teve a devida autorização da Polícia Federal.

Segundo relatos dos próprios guardas, o problema começou quando os portes de armas da maioria dos agentes expiraram em 20 de maio. Mesmo após a realização de todos os trâmites necessários, incluindo treinamento de tiro e teste psicológico, a renovação do porte não foi devidamente processada pela Polícia Federal. Em uma tentativa de solucionar o problema, o comandante da Guarda Municipal expediu uma renovação de porte por conta própria, com validade até 2034. No entanto, essa ação foi contestada e considerada inválida pela Polícia Federal, pois não possuía a devida autorização.


A consequência imediata dessa negligência é que grande parte dos guardas municipais está impossibilitada de realizar suas atividades de segurança nas ruas de Itapeva. "Provavelmente hoje ou amanhã, praticamente ninguém sairá para a rua armado. Se sair, serão um ou dois que ainda estão com o porte regular", comentou um guarda que prefere não se identificar.


Os agentes estão entregando seus portes de arma e se recusando a sair para patrulhar desarmados, conforme exigido pelo estatuto da corporação, que define a Guarda Municipal como uma instituição uniformizada e armada. "Sair desarmado é ilegal. Estão obrigando os guardas a saírem sem armas, mas ninguém quis publicar nada até agora, então estão se achando acima da lei", desabafou um dos guardas.



A falta de respostas por parte do comandante e do secretário da pasta só piora a situação. "Nem o comandante, nem o secretário deram qualquer satisfação aos guardas sobre o que aconteceu, quem cometeu o erro e quanto tempo levará para resolver", relatou outro agente. Essa omissão vem gerando um sentimento de abandono e insegurança entre os profissionais, que se veem obrigados a cumprir suas funções sem a devida proteção.

Um caso que ilustra a gravidade da situação ocorreu recentemente na UPA de Itapeva, onde um guarda desarmado foi atender uma ocorrência de trânsito. "O guarda foi desacatado, e isso poderia ter terminado em tragédia. Imagine ir a uma ocorrência de perturbação de sossego e não voltar para casa porque está desarmado", comentou um colega.

A situação das armas, atualmente armazenadas no cofre da corporação, também é preocupante. "Há armas de grosso calibre, como calibre 12 e carabinas CTT 40, sem a devida guarda. Se a Polícia Federal souber, podemos perder nosso convênio com eles de vez, e a Guarda será desarmada por completo", alertou um dos agentes.

Além disso, há a questão do porte do próprio comandante, que também está vencido. "Ele continua andando armado, o que é considerado crime de porte ilegal de arma de uso restrito. É um absurdo", destacou um guarda. Essa situação só reforça a sensação de descaso e impunidade dentro da corporação.

A denúncia dos guardas municipais foi levada à imprensa na esperança de que a exposição pública traga uma solução rápida e eficaz para o problema. "Tudo na vida tem bônus e ônus, e quem cometeu o erro precisa assumir a responsabilidade e resolver a situação", concluiu um dos denunciantes.

Enquanto aguardam uma resposta, os guardas municipais de Itapeva continuam a enfrentar a incerteza e o risco diário de trabalhar desarmados, sem a proteção necessária para garantir a segurança da população e a sua própria.

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