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Moradores de Itapeva reclamam de voo em baixa altitude de ultraleve

Após decisão da Prefeitura de Itapeva sobre o cancelamento de evento de voos panorâmicos com helicóptero modelo R-44, da empresa Helimotors no Clube de Campo de Itapeva, moradores reclamaram que um helicóptero ultraleve também fez sobrevoos em baixa altitude pela cidade no mesmo dia (11/1).

O evento deveria durar três dias, conforme anunciado por meio de propagandas nas redes sociais. 

A decisão da Prefeitura de Itapeva baseou-se em alegações de que a empresa não apresentou documentação obrigatória exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para operação do voo panorâmico. 

Em tese os documentos seriam o plano de voo e cadastramento do evento junto da agencia reguladora, além de apólice de seguro contra acidentes e seguro da aeronave. O governo municipal ainda informou em nota que condições climáticas adversas também prejudicariam a segurança do evento e voos realizados pela equipe da empresa organizadora do evento.

Um representante da empresa protestou contra a decisão via redes sociais, alegando que os documentos estão em ordem, porém a decisão da municipalidade não foi revista, mantendo a determinação de cancelar o evento sob argumentos de segurança no voo.  

Após algumas horas, uma outra aeronave, modelo ultraleve de helicóptero, foi avistada por moradores em voo sobre a cidade. Moradores de alguns bairros registraram o voo e afirmaram que a aeronave estava em baixa altitude, com o ruído dos motores incomodando pessoas e animais por estar sobrevoando algumas localidades em baixa elevação ou próximo ao solo.

As informações registradas nas reclamações deverão ser encaminhadas à Agência Nacional de Aviação Civil, responsável por analisar assuntos relativos ao funcionamento de aeródromos públicos e particulares, além de documentos e autorização de uso de equipamentos como aeronaves experimentais e planos de voo.

Para garantir a segurança dos voos e das pessoas envolvidas, os orgãos de aviação enfatizam que as normas para a prática de atividades aerodesportivas devem ser seguidas. A ANAC emite regulamentações específicas e, de acordo com essas regras, a exploração comercial dessas atividades não é permitida, especialmente com o intuito turístico. 
    
A Prefeitura de Itapeva não se manifestou sobre o segundo incidente com reclamações de moradores. Até o fechamento desta matéria não houve maiores informações sobre as atribuições do governo municipal sobre voos de ultraleves em território municipal e responsabilidade sobre aeronaves que utilizam o aeroporto municipal Paulo Antunes Machado para atividades de aviação em geral.

Recordando que em dezembro de 2013, em ocorrência atendida pela Defesa Civil, um ultraleve colidiu na rede de energia elétrica caindo e explodindo sobre uma moradia na Vila Santa Maria, causando a morte do piloto e fotógrafo que utilizavam o equipamento, além de danos à casa onde se deu a queda e explosão do ultraleve.


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