Direto da Câmara - A doença do poder
O Poder Executivo foi obrigado a engolir à seco mais uma derrota na Câmara Municipal
Desta vez a votação por 13 x 1 contra o projeto de empréstimo de R$30.000.000 defendido pela prefeita Duch e seus secretários, além de ser uma derrota política de um governo sem competência administrativa, também é um atestado que a prefeita e seus secretários estão no auge da síndrome de Hubris.
Pouco conhecida, mas devastadora — a síndrome de Hubris é uma verdadeira doença
do poder.
Originada da Grécia Antiga, hubris significa “desmedida”. Era usada para
descrever o comportamento de líderes que, tomados pelo orgulho excessivo e pela
arrogância, perdiam o senso dos próprios limites. Na prática, é o momento em
que o poder sobe à cabeça e o indivíduo começa a acreditar que está acima de
todos — e de tudo.
Essa síndrome é marcada por uma transformação sutil, mas profunda: ao
conquistar posições de liderança, algumas pessoas desenvolvem um comportamento
autoritário, narcisista e imprudente — muitas vezes sem se darem conta disso.
Na política isso acontece com frequência, assim como em alguns outros setores
como no mundo das grandes corporações empresariais, religiões e dos
esportes profissionais.
Líderes que ignoram opiniões, tomam decisões impulsivas,
menosprezam subordinados, cercam-se de bajuladores e acreditam ser infalíveis.
Chefes que usam a estrutura da instituição, empresa ou clube para alimentar o
próprio ego — não para servir, mas para ser servidos.
A obsessão pela própria imagem e reputação, a extrema necessidade de admiração
e validação, a arrogância mascarada de autoconfiança, o isolamento da realidade
e recusa em compreender críticas são algumas das facetas mais notórias da
síndrome de Hubris.
Com o passar do tempo, esse tipo de liderança destrói ambientes, sufoca colaboradores talentosos e corrói os pilares da organização, tornando governos, empresas e entidades um reflexo de pessoas despreparadas para exercer funções de administração e gerenciamento de qualquer setor.
É por isso que muitos dos problemas de relacionamento na política sempre têm origem em algo que poucos ousam dizer em voz alta: a doença do ego no poder; sendo exatamente essa doença que a administração pública do Poder Executivo passa no momento.
Em menos de seis meses de governo o mandato da prefeita Duch é uma sequência de peças de marketing para ostentação pessoal, decisões sem cabimento técnico e administrativo e, principalmente, uma traição ao discurso eleitoral de que faria um governo ético, com a política voltada unicamente para o interesse público, quando na prática se tornou um cabide de cargos e tentativas fracassadas de impor vontades particulares por meio de aduladores.
Itapeva mais uma vez tropeça no mesmos erros da política
conduzida por pessoas demagogas e egocêntricas que usam e abusam do poder para
terem status, dinheiro e conforto pessoal, sempre deixando em último plano as
necessidades da população que sofre por ser manipulada por delírios eleitorais
daqueles que não estão a altura dos cargos do Poder Executivo.

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