Polícia

Homem é condenado a mais de 69 anos de prisão por crimes sexuais contra três crianças em Taquarituba

Abusos ocorreram entre 2019 e 2023 em Taquarituba, envolvendo vítimas de 7 a 9 anos; Justiça reconheceu relação de confiança familiar como agravante

A Justiça de Taquarituba, condenou um homem a 69 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado por crimes sexuais cometidos contra três meninas, entre os anos de 2019 e 2023. A decisão foi proferida nesta segunda-feira, 21 de julho, e representa uma das penas mais severas aplicadas recentemente na região em casos desse tipo.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), as vítimas tinham entre 7 e 9 anos quando os crimes aconteceram. Elas pertenciam ao círculo familiar da companheira do réu, o que, segundo o órgão acusador, agravou ainda mais a gravidade dos fatos. A Promotoria destacou que o autor se valia da convivência doméstica para cometer os abusos, o que configurou quebra de confiança e manipulação afetiva.

As investigações revelaram que os atos foram praticados de forma reiterada em diferentes contextos, incluindo momentos de lazer e passeios fora do ambiente domiciliar. Testemunhos colhidos durante a instrução do processo confirmaram que a relação de proximidade com as vítimas foi utilizada pelo réu como meio de aproximação e coação psicológica, dificultando a denúncia por parte das crianças.

Com base nas provas reunidas e nos depoimentos das vítimas, a Justiça reconheceu a aplicação do artigo 226 do Código Penal Brasileiro, que aumenta a pena quando o autor do crime exerce alguma forma de autoridade sobre a vítima, como no caso de parentesco ou relação de dependência. A sentença também considerou a continuidade delitiva, ou seja, a repetição dos atos ao longo do tempo, como fator para o agravamento da punição.

A decisão foi celebrada por membros da Promotoria como uma resposta firme do Poder Judiciário à violência sexual praticada no contexto familiar, um tipo de crime que, apresenta altos índices de subnotificação. Por razões legais e em respeito à dignidade das vítimas, suas identidades e a do condenado estão sendo mantidas em sigilo. O réu permanece preso desde a conclusão das investigações e deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado, sem direito à liberdade provisória.

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