Polícia

Funcionária é afastada após suspeita de agredir ao menos sete bebês em creche de Avaré

Polícia Civil investiga caso sob sigilo; imagens de câmeras e relatos de pais reforçam suspeitas de agressão a crianças de 1 ano a 1 ano e meio no Centro de Educação Infantil da Vila Martins II

A tranquilidade esperada de um ambiente dedicado ao cuidado infantil deu lugar à revolta em Avaré, após a denúncia de agressões contra bebês em uma creche do bairro Vila Martins II. A Polícia Civil investiga uma funcionária do Centro de Educação Infantil que, segundo apurações preliminares, teria agredido pelo menos sete crianças, com idades entre um ano e um ano e meio. A mulher, cuja identidade é mantida em sigilo, foi afastada do cargo por determinação da Secretaria Municipal de Educação, após recomendação da Procuradoria-Geral do Município.

O caso ganhou notoriedade depois que uma criança retornou para casa com hematomas visíveis no rosto. A família, imediatamente, procurou a Secretaria de Educação para relatar o ocorrido. Após a denúncia, a gestão municipal acionou a Procuradoria e instaurou medidas administrativas. Câmeras de segurança da unidade registraram movimentações suspeitas, reforçando os indícios de conduta inadequada da servidora, segundo declarou a própria Prefeitura em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, 29 de julho.

A Delegacia Seccional de Avaré confirmou que a investigação está em andamento, mas que as apurações tramitam sob segredo de Justiça. Até o momento, ao menos sete crianças teriam sido vítimas de maus-tratos, todas da mesma faixa etária e integrantes da turma sob responsabilidade da funcionária investigada.

Pais de alunos que estudam na creche afirmaram que só ficaram sabendo do caso após as denúncias ganharem repercussão. A mudança repentina no comportamento das crianças, levantou a suspeita de que algo mais grave poderia estar acontecendo.

Diante da gravidade da situação e da possibilidade de outras vítimas, a Prefeitura de Avaré declarou que reforçará os protocolos de monitoramento e segurança nas unidades educacionais da rede pública. Ao mesmo tempo, o Ministério Público deverá ser notificado para acompanhar o andamento do caso. A cidade agora aguarda, com expectativa e preocupação, os desdobramentos de uma investigação que pode revelar um quadro ainda mais grave do que se imaginava — e que exige, desde já, respostas firmes do poder público e da Justiça.

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