Mãe e padrasto confessam ter matado criança e concretado corpo no quintal em Itapetininga
Casal admitiu ter assassinado Maria Clara, de cinco anos; corpo foi encontrado em cova rasa nos fundos da casa, já em decomposição. Polícia investiga participação de familiares do suspeito.
A Polícia Civil de Itapetininga confirmou, nesta
terça-feira, 14 de outubro, a prisão da mãe e do padrasto de uma menina de 5
anos, encontrada morta e concretada no quintal da própria casa. Os suspeitos,
confessaram o crime durante depoimento e devem responder por homicídio
qualificado e ocultação de cadáver. A vítima, Maria Clara, estava desaparecida
havia alguns dias, e o caso chocou os moradores do bairro onde a família vivia.
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De acordo com o delegado Franco Augusto, responsável pelas
investigações, o casal demorou cerca de dois dias para enterrar o corpo da
criança e, em seguida, concretou o local para dificultar a localização. “O
corpo foi encontrado em uma cova rasa, em avançado estado de decomposição, e
apresentava sinais de agressões provocadas por instrumento contundente,
possivelmente ferramentas usadas na obra do imóvel”, afirmou o delegado.
As investigações começaram após uma denúncia feita ao
Conselho Tutelar pela avó paterna de Maria Clara, que relatou o desaparecimento
da neta. Inicialmente, a polícia não trabalhava com a hipótese de homicídio,
mas a mudança de versão apresentada pelos suspeitos e o comportamento do casal
levantaram suspeitas. Após diligências, os investigadores localizaram os
suspeitos, que acabaram confessando o crime durante o interrogatório.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no
local, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de
Itapetininga. O delegado informou ainda que a prisão temporária dos dois foi
solicitada à Justiça. A polícia também apura se os pais do padrasto, que
moravam na residência e são os proprietários do imóvel, tiveram algum tipo de
participação ou conhecimento do crime.
O caso provocou grande comoção na cidade e deve ser
encaminhado ao Ministério Público para oferecimento da denúncia formal. Maria
Clara foi lembrada por vizinhos e familiares como uma menina alegre e
carinhosa. O Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social
acompanham o caso e prestam apoio psicológico aos familiares da vítima.
Fotos: Polícia Civil/Divulgação - Reprodução/Redes Sociais

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