Câmara de Itapeva aprova a criação de novo cargo para assessor de gabinete; cada vereador passará a ter dois assessores
Projeto de Resolução 16/2025 passa com larga maioria; Thiago
Leitão, Dr. Marcelo Poli, Júlio Ataíde e Vanderlei Pacheco votam contra a
proposta da Mesa Diretora
A Câmara Municipal de Itapeva aprovou, em sessão ordinária
desta quinta-feira, 4 de dezembro, o Projeto de Resolução 16/2025, que cria mais um cargo de
assessor de gabinete na estrutura funcional do Legislativo. A matéria, de
autoria da Mesa Diretora, passou por 10 votos a 4, ampliando o quadro
comissionado da Casa em um momento de crescente debate sobre responsabilidade
fiscal e prioridades institucionais.
Segundo o texto divulgado pela própria Câmara, o novo cargo
será provido em comissão e exigirá ensino superior completo, destinando-se a
atuar diretamente com vereadores, oferecendo suporte às atividades de gabinete
e contribuindo para o andamento dos trabalhos legislativos. A justificativa
apresentada pela Mesa Diretora aponta a necessidade de reforço administrativo,
porém não detalha o impacto financeiro ou a metodologia utilizada para definir
a necessidade do cargo, tendo em vista que já possuem um assessor cada.
Entre os vereadores, quatro se posicionaram contra a
proposta: Thiago Leitão, Dr. Marcelo Poli, Júlio Ataíde e Vanderlei Pacheco.
Os demais parlamentares presentes votaram favoravelmente,
garantindo a aprovação com ampla margem.
A sessão, conforme registrado nos documentos oficiais e na
transcrição da Casa, transcorreu com votação ágil. A matéria foi lida, colocada
rapidamente em discussão — sem pronunciamentos individuais — e, em seguida,
votada. Ainda que a votação simbólica tenha sido registrada no anexo original,
o boletim público posteriormente divulgado esclareceu a proporção exata dos
votos, confirmando a divisão interna no plenário.
A aprovação do novo assessor reacendeu questionamentos na
população sobre a expansão da máquina administrativa do Legislativo. Críticos
apontam que, em um cenário de pressão por eficiência e contenção de gastos
públicos, a criação de novos cargos comissionados deveria vir acompanhada de
justificativas mais robustas, estudos técnicos e comparativos com legislativos
de cidades de porte semelhante.
O grupo minoritário que votou contra argumentou, em
posicionamentos externos ao plenário, que a estrutura atual já seria suficiente
para atender as demandas, e que a ampliação de assessores não acompanharia a
realidade socioeconômica do município. Apesar disso, a maioria prevaleceu e o
cargo será instituído.
Com a aprovação, a Câmara passa a contar com duas posições
de assessor de gabinete, fortalecendo seu quadro interno, mas também ampliando
o debate público sobre as prioridades do Legislativo e o equilíbrio entre
expansão administrativa e responsabilidade fiscal.
A matéria agora segue para implementação administrativa
interna, e a expectativa é que o cargo seja regulamentado e provido ainda nos
próximos meses.

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