Polícia

Funcionário de asilo é preso suspeito de estuprar idosa com Alzheimer em Marília

Homem de 64 anos teria sido flagrado por colegas durante o abuso; prisão temporária foi decretada após ele se apresentar à polícia

Um funcionário de um asilo, de 64 anos, foi preso nesta quarta-feira, 7 de janeiro, suspeito de estuprar uma idosa diagnosticada com Alzheimer, em Marília. Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido na noite do último domingo (4), dentro da própria instituição onde o homem trabalhava.

De acordo com o relato de outros funcionários, o suspeito foi flagrado no momento em que praticava o abuso. Em depoimento, eles afirmaram que a vítima estava desacordada e não tinha condições de compreender o que acontecia nem de oferecer qualquer tipo de resistência à violência.

Ainda conforme a investigação, ao perceber que havia sido descoberto, o homem fugiu do local e não retornou ao trabalho. O caso foi comunicado às autoridades, que iniciaram diligências para localizá-lo.

Após três dias foragido, o suspeito se apresentou nesta quarta-feira à Delegacia de Marília, acompanhado de um advogado. Diante dos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão temporária, que foi decretada pelo Poder Judiciário.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável. As investigações continuam para o esclarecimento completo dos fatos e para a adoção de eventuais medidas adicionais relacionadas à instituição onde o crime ocorreu.

Em nota, a direção da instituição confirmou ter adotado as medidas necessárias assim que tomou ciência do que chama de “conduta grave e criminosa praticada por um então cuidador de idosos da instituição.”

“Imediatamente após a comunicação do fato, ainda no domingo, foram adotadas todas as providências cabíveis. A família foi prontamente informada e acompanhada pela assistente social da instituição no registro do boletim de ocorrência, na realização do exame de corpo de delito e nos atendimentos médicos necessários.

No primeiro dia útil subsequente, na segunda-feira (5), o funcionário foi desligado por justa causa. Até o momento, ele encontra-se foragido. A instituição segue colaborando integralmente com as autoridades competentes e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos.

O asilo ressalta que, em seus quase 90 anos de existência, nunca havia registrado ocorrência semelhante. Trata-se de um fato isolado e absolutamente incompatível com seus valores e com os rigorosos protocolos de cuidado, segurança e respeito à pessoa idosa, que levaram a entidade a ser reconhecida por toda a sociedade de Marília e da região.

Reitera-se o compromisso permanente com a dignidade, a proteção e o bem-estar dos 55 idosos acolhidos.”

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