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Detran-SP extingue baliza e autoriza exame de direção com carro automático

Estados antecipam mudanças no teste da CNH enquanto Contran prepara manual nacional para padronizar avaliações

O exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começa a passar por uma reformulação no país, com a flexibilização de regras que há décadas marcam o processo de avaliação. Entre as principais mudanças já adotadas por alguns estados está o fim da baliza — etapa historicamente associada aos maiores índices de reprovação — e a autorização para que a prova seja realizada em veículos com câmbio automático.

A iniciativa busca tornar o exame mais simples, menos oneroso e mais condizente com a realidade do trânsito contemporâneo, priorizando a condução segura em vias urbanas e o comportamento do motorista diante de situações reais. A avaliação deixa de focar em manobras específicas e passa a observar, de forma mais ampla, a capacidade do candidato de dirigir com atenção, responsabilidade e respeito às normas.

As alterações ocorrem em meio à Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que prevê a elaboração do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. O documento, ainda em fase de consolidação, tem como objetivo padronizar os critérios de avaliação em todo o território nacional, reduzindo disparidades entre os estados.

Enquanto o manual não é oficialmente divulgado, os Departamentos Estaduais de Trânsito mantêm autonomia para definir as próprias regras. Nesse intervalo, algumas unidades da federação decidiram antecipar mudanças e reformular a prova prática, substituindo a baliza por uma avaliação centrada exclusivamente no percurso urbano e na conduta do candidato ao volante.

Em São Paulo, o Detran-SP anunciou a extinção da baliza no exame prático e autorizou a realização da prova em veículos com câmbio automático. A avaliação passa a ocorrer apenas em trajeto urbano, acompanhada por um examinador de trânsito, que observa critérios como atenção ao tráfego, respeito à sinalização, controle do veículo, tomada de decisões e segurança na condução.

A expectativa do órgão é que as mudanças reduzam o índice de reprovação, tornem o exame mais objetivo e aproximem a avaliação das situações efetivamente enfrentadas pelos motoristas no dia a dia, sem abrir mão dos requisitos essenciais para a segurança viária.

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