Corpo de recém-nascida levada pela mãe ao Rio Pardo é encontrado; polícia reclassifica caso como infanticídio
Bebê foi localizada a 1,5 km do ponto onde entrou na água;
mãe segue presa preventivamente e investigação aponta possível influência de
estado puerperal
O corpo da bebê recém-nascida que havia desaparecido após
ser levada pela mãe ao Rio Pardo, em Águas de Santa Bárbara/SP, foi
encontrado nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, encerrando dois dias de buscas marcadas por
tensão e comoção. A criança estava a cerca de 1,5 quilômetro do local onde
havia sido vista entrando na água nos braços da mãe, segundo o Corpo de
Bombeiros. O corpo foi localizado enroscado em galhos às margens do rio e
encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Avaré para exames necroscópicos.
A bebê havia sido vista pela última vez na terça-feira (17),
quando imagens de uma câmera de monitoramento instalada em uma propriedade
rural registraram o momento em que a mãe, Amanda Christina Batista Rodrigero,
de 31 anos, caminha pela margem e entra no rio com a filha no colo. As imagens
foram acessadas pelos bombeiros, mas não divulgadas. Moradores que presenciaram
a mulher dentro da água acionaram o socorro.
Horas depois, Amanda foi encontrada com vida em outro trecho
do Rio Pardo, nas proximidades da Ponte do Óleo, já no município de Óleo/SP,
a aproximadamente 14 quilômetros do ponto onde entrou na água. Ela foi retirada
por dois moradores e encaminhada ao pronto-socorro. Posteriormente, foi
conduzida ao Plantão Policial de Avaré, onde foi presa em flagrante,
inicialmente sob a acusação de tentativa de homicídio.
Com a localização do corpo da criança, nascida em 28 de
janeiro deste ano, o inquérito policial passou por reclassificação. Segundo o
delegado de Cerqueira César, Paulo Sérgio Garcia, a investigação agora apura o
caso como infanticídio — crime previsto no Código Penal quando a mãe mata o
próprio filho durante o parto ou logo após, sob a influência do estado
puerperal. “Em decorrência da menção de depressão puerperal, a nossa
tipificação e encerramento da investigação vai ser pela prática do infanticídio”,
afirmou o delegado.
Amanda passou por audiência de custódia na quarta-feira
(18), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Até a última
atualização, a defesa da suspeita não havia se manifestado. A Polícia Civil
aguarda os laudos periciais do IML para concluir a investigação, que deverá
esclarecer as circunstâncias da morte da recém-nascida.

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