Suspeito de agredir filho de Policial Militar com taco enrolado em arame em Itararé é preso nesta sexta-feira (27)
Homem procurado por tentativa de homicídio foi localizado
após operação conjunta do 54º BPM/I; vítima sofreu traumatismo craniano e ficou
parcialmente paralisada
Uma operação conjunta do 54º Batalhão de Polícia Militar do
Interior (54º BPM/I) resultou, na manhã desta sexta-feira, 27 de fevereiro, na prisão de um
homem procurado pela Justiça pelo crime de tentativa de homicídio, previsto no
artigo 121 do Código Penal. O suspeito é apontado como um dos envolvidos na
agressão brutal contra um estudante de 22 anos, filho de um policial militar,
ocorrida no dia 1º de janeiro, em Itararé. Segundo a corporação, ele
estava escondido em um sítio na área rural de Riversul, onde foi
localizado após levantamento de informações pelas equipes do policiamento
territorial de Riversul e Itaberá.
De acordo com a Polícia Militar, ao perceber a aproximação
das viaturas que cercavam a propriedade, o homem tentou fugir, mas foi
rapidamente contido pelos agentes. A ação foi planejada a partir de informações
de que o suspeito permanecia na zona rural desde a data do crime, buscando
evitar o cumprimento do mandado de prisão. Após a detenção, ele foi conduzido
ao Plantão Policial de Itapeva (SP), onde permaneceu preso à disposição da
Justiça. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
O episódio que motivou a prisão ganhou repercussão na região
no início do ano. Conforme o boletim de ocorrência registrado à época, o
estudante foi agredido com garrafas de vidro e um taco envolto com arame
farpado durante uma discussão em via pública. Imagens de câmeras de
monitoramento registraram o momento em que um dos agressores desfere um soco na
vítima, que tenta se afastar, mas é atingida por uma garrafa e cai ao chão,
passando a ser atacada em seguida. Dois suspeitos foram presos logo após o crime;
o homem capturado nesta sexta-feira era considerado foragido.

Levado à Santa Casa de Itararé, o jovem deu entrada com
traumatismo craniano e um coágulo sanguíneo na cabeça, conforme atestado pela
médica responsável pelo atendimento. O pai da vítima, policial militar que
preferiu não se identificar, relatou à época que o filho ficou com o lado
direito do corpo totalmente paralisado, sendo submetido a sessões de
fisioterapia para recuperação gradual dos movimentos. Atualmente, o estudante
já recebeu alta hospitalar e segue o tratamento em casa.
A prisão do suspeito é vista pela corporação como mais um
desdobramento da resposta policial ao caso, que mobilizou a região desde o
início do ano. A Polícia Militar reforçou que denúncias anônimas e o trabalho
integrado entre os municípios foram determinantes para a localização do
foragido, enquanto a Polícia Civil continua apurando todos os elementos
relacionados à agressão que quase terminou em morte no primeiro dia de 2026.

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