Política

TCE-SP aponta irregularidades em contrato de pavimentação em Buri e multa ex-prefeito em R$ 6,1 mil

Tribunal identificou falhas na contratação por dispensa de licitação, problemas na execução da obra e ausência de fiscalização adequada pela prefeitura

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de Buri, e uma empresa responsável por obras de pavimentação no município. Em decisão proferida durante a 3ª sessão ordinária da Segunda Câmara, realizada nesta terça-feira, 3 de março, o órgão determinou a aplicação de multa de R$ 6,1 mil ao então prefeito Omar Yahya Chain, responsável pela ordenação das despesas no período em que a contratação foi realizada.

O contrato analisado pelo tribunal foi firmado em março de 2022 por meio de dispensa de licitação e tinha valor de R$ 93.977,59. O objeto previa a execução de serviços de lajotamento, implantação de guias e sarjetas em vias da cidade. No entanto, durante a análise do processo, o conselheiro substituto Samy Wurman, relator do caso, concluiu que a contratação não observou os requisitos estabelecidos pela Lei nº 14.133/2021, que regula os procedimentos de licitações e contratos administrativos no país.

Segundo o relator, a prefeitura alegou que a empresa contratada possuía capacidade técnica e apresentou o melhor preço para a execução dos serviços. Entretanto, tais argumentos não foram devidamente comprovados nos autos do processo. Outro ponto que chamou a atenção da Corte de Contas foi o desconto de apenas 1% apresentado pela empresa no orçamento, considerado pouco representativo em termos de competitividade. O tribunal também apontou falhas no Termo de Referência que orientou a contratação, especialmente quanto ao cumprimento de normas técnicas.

A auditoria do TCE-SP ainda identificou problemas na execução da obra. Entre as falhas apontadas estão infiltrações no pavimento recém-executado e guias quebradas em trechos das vias beneficiadas. O relatório também indicou deficiência na fiscalização por parte da administração municipal, que teria ocorrido apenas após a intervenção do Ministério Público, responsável por acompanhar a situação.

A análise do caso teve origem em representação apresentada por Maciel Pedro dos Santos, vereador à época dos fatos, que solicitou ao Tribunal de Contas a verificação da legalidade da contratação. Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Buri e o ex-prefeito Omar Yahya Chain, não haviam se manifestado sobre o caso.

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