Polícia

Homem suspeito de atear fogo na companheira em Sarapuí é preso pela Polícia Civil em Sorocaba

Investigado de 48 anos foi localizado nesta segunda-feira (17); vítima, de 32, teve 80% do corpo queimado e segue internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo

Um homem de 48 anos suspeito de atear fogo na própria companheira, de 32, foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17), em Sorocaba (SP). O crime ocorreu no sábado (15), em Sarapuí e é investigado como tentativa de feminicídio. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo.

A prisão ocorreu após a Justiça expedir, no domingo (16), um mandado de prisão temporária contra o investigado. Depois de ser localizado, ele foi apresentado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba. Desde o crime, policiais realizavam buscas pelo suspeito, que teria fugido a pé por uma área de mata logo após o ataque.

De acordo com o registro policial, equipes da Polícia Militar encontraram um carro incendiado na Estrada Vicinal João Batista Pires. As apurações apontaram que a mulher estava dentro do veículo quando o fogo começou. A suspeita é de que o homem tenha utilizado gasolina para provocar o incêndio com a intenção de atingir a companheira.

Mesmo gravemente ferida, a vítima conseguiu confirmar aos policiais, por meio de uma chamada de vídeo realizada enquanto recebia atendimento hospitalar, que o companheiro teria jogado gasolina sobre seu corpo e, em seguida, ateado fogo. Ela foi inicialmente levada ao Hospital Doutor Léo Orsi Bernardes (HLOB), em Itapetininga, e posteriormente transferida. Nesta segunda-feira, a Polícia Civil informou que a mulher permanecia internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista.

O veículo envolvido no crime foi recolhido e encaminhado a um pátio conveniado da Polícia Militar em Salto de Pirapora. A investigação prossegue para esclarecer todas as circunstâncias do ataque e reunir os elementos que deverão subsidiar o inquérito por tentativa de feminicídio.

A Polícia Civil informou ainda que o investigado trabalhava como motorista da Prefeitura de Sarapuí. Em nota, a administração municipal afirmou que o servidor não compareceu ao trabalho e que acompanha o caso. A prefeitura acrescentou que adotará as medidas administrativas cabíveis conforme o avanço das informações oficiais e os procedimentos previstos em lei.

Foto: Divulgação/Polícia Militar

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