Polícia

Justiça condena homem a 86 anos de prisão por estuprar três sobrinhas em Itapeva

Vítimas tinham entre 5 e 15 anos e sofreram abusos durante cinco anos. Além da pena em regime fechado, condenado deverá pagar R$ 150 mil em indenizações por danos morais

Um homem foi condenado pela Justiça a 86 anos de prisão por cometer crimes sexuais contra três sobrinhas, em Itapeva (SP). A condenação foi confirmada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (13). De acordo com a Promotoria, os abusos ocorreram entre 2010 e 2015, período em que as vítimas tinham entre 5 e 15 anos de idade. A sentença estabelece o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado.

Segundo o Ministério Público, o condenado residia na mesma casa que a avó materna das meninas e se aproveitava da proximidade familiar para cometer os crimes. Durante aproximadamente cinco anos, as vítimas foram submetidas a episódios recorrentes de violência sexual, em circunstâncias que dificultavam a revelação dos abusos e a busca por proteção.

As investigações também revelaram que o homem utilizava agressões físicas e ameaças para intimidar as sobrinhas e impedir que denunciassem os crimes. Conforme a Promotoria, as vítimas eram agredidas com socos e beliscões, além de sofrerem ameaças de morte. O medo imposto pelo agressor contribuiu para que a violência permanecesse em silêncio durante anos.

A sucessão de abusos deixou consequências graves para as vítimas. De acordo com o Ministério Público, foram constatados danos psicológicos decorrentes das violências sofridas durante a infância e a adolescência. A gravidade dos crimes e a relação de parentesco entre o condenado e as meninas foram consideradas pela Justiça na definição da pena, agravada em razão do vínculo familiar.

Além da condenação criminal, a Justiça determinou o pagamento de R$ 50 mil a cada uma das três vítimas, totalizando R$ 150 mil em reparações por danos morais. A indenização busca compensar, ainda que parcialmente, os prejuízos provocados pelos crimes. A decisão representa a responsabilização judicial do agressor por uma sequência de violências cometidas contra crianças e adolescentes que deveriam encontrar proteção no próprio ambiente familiar.

Colaborou: g1/MPSP

Deixe um comentário