Prefeita Adriana Duch anuncia notificação à Sabesp após análises apontarem alterações na água em Itapeva
Reunião de emergência foi realizada nesta sexta-feira (16) após identificação de alterações na cor, turbidez e níveis de cloro; Prefeitura distribuirá hipoclorito de sódio à população a partir deste sábado (17)
Durante a reunião, representantes da Sabesp afirmaram que as análises bacteriológicas realizadas até o momento não identificaram anormalidades. Apesar disso, a Vigilância Sanitária solicitou esclarecimentos técnicos sobre os resultados encontrados, especialmente em relação aos parâmetros que apresentaram alterações. A companhia deverá fornecer informações complementares para auxiliar o município na avaliação das condições da água distribuída à população.
Diante dos resultados, novas amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência em saúde pública do Estado de São Paulo, para exames complementares. A medida busca aprofundar a investigação e verificar se existe alguma relação entre a qualidade da água e o aumento dos casos de gastroenterite registrados em Itapeva. Os resultados dessas análises serão importantes para orientar eventuais providências das autoridades sanitárias.
Como medida preventiva, a Prefeitura anunciou que, a partir deste sábado (17), haverá distribuição de hipoclorito de sódio nos postos de saúde do município. O produto é utilizado para desinfecção da água quando empregado na concentração e nas quantidades adequadas, conforme orientação dos profissionais de saúde. A iniciativa pretende oferecer uma medida adicional de prevenção enquanto as investigações continuam.
A preocupação com a qualidade da água ganhou força após o aumento dos casos de diarreia, vômitos e outros sintomas gastrointestinais entre moradores de Itapeva. A situação provocou questionamentos sobre o abastecimento público e levou a Secretaria Municipal de Saúde a intensificar as investigações epidemiológicas e ambientais. No dia 8 de outubro, a Sabesp havia divulgado um comunicado afirmando que a água fornecida no município era segura para consumo e atendia aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Apesar das alterações identificadas nas amostras, a Prefeitura ressalta que ainda não existe comprovação de que a água distribuída pela Sabesp seja responsável pelos casos de gastroenterite. As autoridades sanitárias aguardam os resultados dos exames complementares para esclarecer as possíveis causas do aumento dos registros. Enquanto isso, a Vigilância Sanitária continuará acompanhando a situação, e a companhia deverá prestar os esclarecimentos solicitados pelo município.

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