Editorial

A doença da politicagem na Secretaria de Saúde

A lotação na farmácia municipal, com centenas de pessoas se aglomerando para receber remédios de alto custo, demonstra que o prefeito Mário Tassinari falhou clamorosamente na indicação de todos os secretários de Saúde da sua gestão. O prefeito até cometeu o mesmo erro de Roberto Comeron, nomeando Luiz Tassinari mais uma vez para mesma tarefa.

Para um prefeito que vivia falando em gestão profissional da administração pública da saúde a instalação da farmácia municipal 24 horas é um contrassenso. O serviço além do elevado custo de manutenção carece de mão de obra tornando as escalas de trabalho improdutivas, exigindo revezamento de poucos funcionários do quadro de assistência farmacêutica que passam um dos turnos atendendo poucos pacientes.

O turno noturno da madrugada da farmácia atende poucos pacientes, às vezes nenhum, porém exige que funcionários fiquem em regime de plantão para atender uma baixa demanda que não justifica o gasto e escala. Para um prefeito que arrota gestão eficiente, isso é uma óbvia demonstração de ineficiência e teimosia.

Na UPA ocorre o problema inverso. A unidade deve ser 24 horas, para receber alta demanda de pronto atendimento, porém os secretários de Saúde não são capazes de contratar médicos suficientes para atendimento satisfatório da demanda diária. As unidades básicas de saúde sofrem o mesmo problema de gestão, são muitas, mas com poucos médicos e demanda diária mal atendida. Exceção à regra o posto de Saúde do Jardim Maringá, que é bom exemplo de eficiência. Isso torna claro que o secretário coringa de Saúde, que sempre cai de paraquedas na pasta, desde a gestão do Comeron, por ser amigo de bar do ex-prefeito e agora irmão do prefeito, sempre foi o pivô desses problemas, aceitando sugestões e processos ineficazes de gerenciamento dos seus amigos políticos de bar, como Robson Leite por exemplo.

O secretário Luiz Tassinari, que rodou em diversas secretarias sem dar resultados positivos condizentes com sua fama de gestor destemido, gastou muito tempo e dinheiro do povo e fez pouco pela população, principalmente na área da Saúde. Comprova isso a contratação de um serviço de software de atendimento para unidades básicas de saúde por grande cifra de dinheiro público, só que sem conexão com a base de dados Data SUS e sem coleta de informações atualizadas de prontuários dos pacientes do município. Nada mais eficiente que gastar milhões para um serviço incompleto.

Acontece que o prefeito do milhão como o vereador Tarzan diz, que gasta com software hiper caros e georreferenciamento por milhões para cobrar IPTU duas vezes e que gasta milhões sem contratar uma empresa de limpeza urbana que dê conta do serviço crônico de mato tomando conta da cidade, isso é atestado de incompetência do prefeito, não apenas do seu estimado secretário coringa que cabe em qualquer secretaria, até como simultaneamente secretário conselheiro de obras, transporte público, serviços de roçada e coleta de lixo reciclável, trânsito e manutenção de estradas rurais. Depois do Robson Leite, o ficha suja, ter sido secretário de Esportes e exonerado do cargo a pedido do ministério público nada mais assusta tanto os vereadores que reclamam do prefeito que indicou até blogueiros da rede social para cargos de gestão. Nada contra Patrícia Gam e Léo Ferreira, afinal eles se acham jornalistas e não blogueirinhos fajutos pagos por prefeitos vacinados sem juízo.

Os ex-prefeitos Comeron e Cavani padeciam do mesmo problema de discursar gestão eficiente fazendo mais com menos. A única diferencia é que não trocaram por vezes de secretários de Saúde. Mantiveram o inábil até o final do mandato sem resolver os problemas de inoperância do atendimento da UPA, postos de saúde e assistência farmacêutica. Os dois ex-prefeitos não ousaram colocar uma vereadora diga de passagem tino para o cargo, que nada compreende de gestão pública, que usa o cargo de secretária de Saúde para se autopromover como pré-candidata.

O problema da gestão da Saúde municipal é repassado de prefeito para prefeito. Isso é fato incontestável, até mesmo para as pencas de vereadores que reclamam do atendimento da população a cada mandato. Para piorar o prefeito do presente mandato resolveu brigar com a Santa Casa, colocando o primo Dr. Leonardo Tassinari na cadeira de gestor do hospital. Mais um erro e mais um da família com pretensões de viver de política que não funcionou por onde passou. Os erros apenas se acumulam e aumentam, porque colocam pessoas despreparadas e pretensiosas do meio político para fazer gestão de uma secretária que demanda de pessoas profissionais do setor de saúde, e não correligionários do prefeito no mandato.

O único acerto nos últimos tempos para o cargo foi temporário. A indicação de uma professora de enfermagem surtiu efeitos positivos, porém durou pouco. A ex-secretária Karen Grube ficou submetida aos caprichos do prefeito em desgastar a Santa Casa, sendo retirada do cargo por não bater de frente com a Santa Casa, sendo mais uma vez um político da casa o indicado assumir o cargo vago, como será logo a seguir novamente, com a saída de Vanessa Guari.

A possível volta de Luiz Tassinari para a Secretaria Municipal de Saúde parece se aproximar. Depois de ocupar o cargo de Secretário de Saúde durante a gestão de Roberto Comeron e não atender às expectativas, envolvendo-se com o poder e com a bebida, além de iniciar a construção de postos de saúde sem concluí-los, e após ser Secretário de Saúde na administração do prefeito Mario Tassinari, com o objetivo de confrontar a Santa Casa, bem como ter sido demitido do cargo de secretário de saúde em Ribeirão Branco, as expectativas estão triplicadas para que ele resolva os problemas no atendimento da saúde municipal. Caso Luiz Tassinari não aceite reassumir o cargo de Secretário de Saúde, restará apenas uma indicação para o cargo, Emerson do SAMU, o único que ainda não teve a oportunidade de demonstrar seu trabalho à frente de uma pasta tão importante quanto a da Saúde. Contudo, considerando que ele é uma opção secundária do prefeito Mario, surge a dúvida se ele aceitaria a proposta de ser secretário no final da carreira política do prefeito. A questão permanece no ar. Contudo, insistir no mesmo erro não denota apenas incompetência, mas também revela que repetir os mesmos erros dos governos Comeron e Cavani é uma enfermidade incurável chamada politicagem na Saúde.

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