Saúde

“Seguindo o PNI, seremos mais fortes”, diz secretário-executivo do Ministério da Saúde

Em entrevista à CNN, Rodrigo Cruz destacou a necessidade de estados e DF seguirem as orientações do Programa Nacional de Imunizações na vacinação dos brasileiros

Em entrevista à CNN, na noite desta última quinta-feira (26), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, lembrou de uma recomendação importante que fará o Brasil avançar de forma igualitária na vacinação contra a Covid-19: seguir as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com mais de 223 milhões de doses de vacinas distribuídas, o Brasil já vacinou 79,1% da população adulta ao menos com a primeira dose.

“O PNI é um instrumento forte que deve ser seguido. É um programa sólido, forte. A orientação sempre foi seguir o PNI. Seguindo o PNI somos mais fortes. O PNI foi construído sobre uma lógica de grupos prioritários que foram selecionados sob um racional de redução de óbitos e internações. Portanto, de redução da demanda hospitalar. Sua lógica é para a redução dos efeitos adversos da pandemia e é o que vemos todos os dias”, contou o secretário.

Outro ponto importante destacado pelo secretário durante a entrevista foi a aplicação da dose de reforço nos brasileiros acima de 70 anos e imunossuprimidos. Segundo Rodrigo, cerca de 1,1 milhão de pessoas estarão aptas a receberam a dose de reforço. A recomendação do Ministério da Saúde é que os estados apliquem, de preferência, vacinas do imunizante da Pfizer.

“Até o dia 15 de setembro, a Pasta terá distribuído doses suficientes para imunizar toda a população adulta com ao menos uma dose. Finalizada essa etapa, a gente parte para o reforço da vacina daqueles indivíduos acima de 70 anos. Seis meses após a segunda dose, a recomendação é que se procure o posto de saúde para tomar o reforço para que a gente tenha uma elevação na imunização desse seguimento”, contou.

O secretário garantiu que, até o fim de setembro, o Ministério da Saúde terá doses suficientes para aplicar doses de reforço e iniciar a vacinação da população acima de 12 anos.

Segunda dose e medidas não-farmacológicas

No Brasil, mais de 8,5 milhões de brasileiros estão com a segunda dose da vacina atrasada. Durante a entrevista, o secretário Rodrigo Cruz convocou a população que ainda não voltou ao posto de vacinação que retorne para completar o esquema vacinal. Ele lembrou ainda que as medidas não farmacológicas, como uso de máscara, continuam como recomendações do Ministério da Saúde.

"Todo o nosso esforço tem sido disponibilizar doses suficientes para garantir a imunização de todos os brasileiros. A gente observa um cenário pandêmico um pouco arrefecido. Já tivemos dias de 100 mil casos e mais de 4 mil óbitos. Hoje temos observado dias com 30 mil casos e 800 óbitos. São números um pouco menores, mas números que merecem atenção”, finalizou.

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